January 20, 2026

Na corrida à Garantia Pública, quem chega primeiro à viabilização do crédito à habitação?

 

Nos últimos meses, os números associados ao crédito à habitação confirmaram aquilo que quem está no terreno já sente: a procura está a acelerar e os jovens estão no centro desse movimento.

Segundo o jornal ECO, em outubro de 2025, o novo financiamento para a compra de casa atingiu 2.160 milhões de euros, um valor histórico. Mais de 60% deste montante foi contratado por jovens até aos 35 anos, muitos deles já a beneficiar da Garantia Pública do Estado. Ao mesmo tempo, o volume total de novos contratos com particulares atingiu máximos nunca antes registados, e tudo indica que vai intensificar-se.

Além disso, como noticiou o Jornal de Negócios, vários bancos esgotaram rapidamente as suas quotas da Garantia Pública, levando o Governo a reforçar a verba disponível. A CGD recebeu um reforço de 250 milhões de euros, o Banco CTT mais 25,8 milhões, e outros bancos, como Santander e BCP, já solicitaram também aumentos das suas quotas. O próprio Ministério das Finanças admite que a verba global poderá voltar a aumentar, dado o baixo risco orçamental da medida e a forte adesão por parte dos jovens.

Para intermediários de crédito e instituições financeiras, isto significa que o fluxo de processos de crédito à habitação não só não vai abrandar, como deverá tornar-se ainda mais intenso e competitivo.

Onde é que os processos começam a travar

Apesar das condições favoráveis, a Garantia Pública do Estado exige critérios claros e um deles é o de que o candidato não seja proprietário de outro imóvel. Para comprovar esta condição, é necessário apresentar uma Certidão Predial Negativa.

Este documento confirma que o jovem cumpre o requisito de “primeira habitação” e, sem ele, não há acesso à garantia do Estado. Este é um dos pontos onde os processos podem ficar bloqueados por serem enviadas certidões erradas, documentos desactualizados e pedidos de reenvio. Tudo isto pesa ainda mais quando o volume de pedidos aumenta. 

Quando a tecnologia remove o atrito

A tecnologia da hAPI recolhe automaticamente todos os documentos necessários ao processo de crédito, incluindo a Certidão Predial Negativa, obtida diretamente do Registo Predial. Assim, a informação chega atualizada, no formato certo e pronta para análise, sem risco de erro ou fraude. 

Com isto, intermediários e instituições financeiras aceleram aprovações de crédito, sem depender de uploads manuais e o tempo antes perdido a pedir documentos, passa a ser usado para a análise.

Além disso, todos os documentos recolhidos pela hAPI incluem assinatura digital e um ID de validação, que permite confirmar a origem da informação. Num contexto de maior escrutínio e exigência de compliance, isto faz diferença, tanto na análise como em auditorias futuras.

Um momento que exige uma melhor preparação dos profissionais de crédito

Os dados mostram que o crédito à habitação voltou a crescer, mas também mostram que as taxas de juro podem não continuar a descer e o contexto económico pode voltar a apertar. Isto significa que, nos próximos meses, muitos jovens vão querer avançar com o máximo de celeridade possível.

Neste contexto, a forma como os processos de crédito são conduzidos pelas instituições torna-se decisiva. Os profissionais de crédito que consigam dar resposta com processos mais rápidos e menos fricção são quem verdadeiramente irá acrescentar valor a estes clientes. 

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